· Escrito e mantido por Nonimo
Para eliminar notas do PowerPoint antes de usar a apresentação numa IA, faça uma cópia do ficheiro e passe nela o Inspetor de Documentos, com a verificação Notas da Apresentação ligada. As notas, porém, são só uma das gavetas. Antes de carregar o .pptx, mostre e apague os diapositivos ocultos, elimine os comentários, abra o modelo global de diapositivos, reveja o rodapé e troque por imagens os gráficos cujos números não fazem falta.
Uma apresentação é um conjunto de dezenas de ficheiros pequenos, e o ecrã desenha só alguns. Para ver quais, fizemos uma apresentação de escritório com 10 nomes inventados, arrumados nos sítios onde costumam ficar, e abrimo-la por dentro. Metade deles não passava em nenhum diapositivo projetado.
Daqui para a frente só se trata do que pertence a uma apresentação, e os menus aparecem com os nomes que a ajuda da Microsoft usa em Portugal. Autor, empresa e datas gravados no .pptx cabem no guia sobre remover metadados, e a lista de que dados pessoais retirar tem página sua. O assunto desta é o texto que o PowerPoint guarda longe da projeção, e a maneira de o tirar.
Eliminar notas do PowerPoint e o resto, por esta ordem
Tudo se faz numa cópia, porque há remoções do Inspetor que depois não se recuperam, como a própria Microsoft adverte. A sequência vai do que se vê pior para o que se confirma no fim.
- Trabalhe num duplicado. Em Ficheiro, Guardar Como, dê-lhe outro nome; o original não sai do escritório.
- Mostre os diapositivos ocultos. Na coluna das miniaturas, têm o número riscado. Botão direito, Mostrar Diapositivo, e decida se ficam ou se eliminam.
- Leia as notas antes de as apagar. O botão Notas, por baixo do diapositivo, abre o painel. Se o argumento estiver ali, reescreva-o sem nomes no próprio diapositivo ou num texto à parte.
- Elimine os comentários. Pelo painel Comentários, conversa a conversa, ou com o Inspetor no fim.
- Abra o modelo global e o rodapé. Ver, Modelo Global de Diapositivos; depois Inserir, Cabeçalho e Rodapé.
- Trate os gráficos. Se a IA só tem de ver a forma, cole cada gráfico como imagem; se tem de ler os números, limpe primeiro a folha de dados.
- Corra o Inspetor no fim. Ficheiro, Informações, Verificar Existência de Problemas, Inspecionar Documento; depois, Remover Tudo onde houver resultados.
O terceiro passo é o que a pressa corta. Numa sociedade de advogados, as notas de uma apresentação ao cliente podem ter o que o advogado não queria dizer em voz alta, com o nome da contraparte; numa proposta comercial, o telefone de quem vai decidir. Apagar sem ler perde o contexto; ler sem apagar entrega-o.
Duas versões: a que fica e a que sai
Convém dar à cópia um nome que não deixe dúvidas, como a mesma apresentação com «para IA» no fim, e guardá-la numa pasta à parte. Assim ninguém a envia ao cliente por engano, e ninguém volta a trabalhar no original a pensar que já está limpo. A versão que sai é descartável: serve para um pedido, e depois apaga-se.
Na versão que sai, os nomes não precisam de desaparecer sem deixar rasto. Trocar «Leonor Barros Quintela» por «a cliente» ou por «Cliente A» mantém o sentido que a IA precisa para reescrever um diapositivo, e não diz a quem se refere. O que não pode acontecer é a troca ficar a meio: o nome sai do título e continua na tabela duas páginas depois.
O que uma apresentação leva sem aparecer no ecrã
Montámos a apresentação de teste como se faz em qualquer organização que recebe clientes: quatro diapositivos, uma reunião de acompanhamento, uma tabela por cliente, um diapositivo de honorários ocultado e um gráfico de horas. Os dez nomes ficaram nos sítios habituais: no texto, nas notas, em dois comentários, no modelo global, no rodapé, na folha de dados do gráfico e nas propriedades do ficheiro.
Uma apresentação de teste aberta como ZIP
Um .pptx é um pacote ZIP com outra extensão: cada diapositivo, cada bloco de notas e cada comentário é uma parte com o seu nome. Lemos as 39 partes com um programa simples, que procura texto sem abrir o PowerPoint, e anotámos onde estava cada nome. É a mesma leitura que faz qualquer programa que recebe o ficheiro.
| Parte do ficheiro | O que guardava | Aparece na projeção? |
|---|---|---|
| Diapositivo 3, com a marca de oculto | Nome e email de uma cliente | Não |
| Notas do diapositivo 2 | Nome e telemóvel de um contacto | Não |
| Comentários e lista de autores | Texto dos comentários e nome de quem os fez | Não |
| Modelo global de diapositivos | «Confidencial» seguido de um nome | Sim, em todos |
| Rodapé, repetido em cada diapositivo | «Preparado por» com um nome | Sim, em letra pequena |
| Livro de Excel dentro do gráfico | Uma coluna com o nome de um cliente | Não |
| Propriedades do ficheiro | Autora e empresa | Não |
Leitura das partes da nossa apresentação de teste, a 28-set-2026. Todos os nomes são inventados.
O rodapé do diapositivo oculto também lá estava, com o mesmo nome: no ficheiro, o texto do rodapé estava escrito em cada diapositivo, e não num sítio só. Quem apenas assistisse à apresentação veria cinco nomes. Quem recebesse o ficheiro teria os dez, com a indicação exata de onde estava cada um.
O diapositivo oculto fica no ficheiro
A Microsoft não deixa dúvidas: um diapositivo oculto permanece no ficheiro e só deixa de aparecer quando se corre a Apresentação de Diapositivos. É um recurso de quem apresenta, útil para guardar a resposta a uma pergunta que talvez surja, e é por isso mesmo que costuma ter o que não se quis mostrar a toda a sala.
Na coluna das miniaturas, um diapositivo oculto distingue-se pelo número riscado. Com o botão direito sobre ele, Mostrar Diapositivo devolve-o à apresentação, e Eliminar Diapositivo tira-o de vez. Se o conteúdo tiver de ficar para uso interno, a solução é guardá-lo noutra apresentação, que não sai do escritório.
Muitos diapositivos ocultos nem foram escondidos de propósito para esta reunião. Uma apresentação boa reaproveita-se de cliente para cliente, e cada reutilização deixa para trás o que não se quis mostrar da vez anterior: o diapositivo de honorários de outro cliente, uma versão antiga do cronograma, o organigrama de uma empresa que já não é a deste processo. Quem pega na apresentação meses depois não se lembra do que ficou lá escondido, e é exatamente por isso que o segundo passo existe.
Há um pormenor que convém saber antes de confiar na ferramenta automática. Na lista de verificações que a Microsoft publica para as apresentações, os diapositivos ocultos não aparecem. Quem conta com o Inspetor para os apanhar fica com eles lá dentro; os ocultos tratam-se à mão, no segundo passo.
Um .pptx carregado num chat vai com as partes todas
Quando se carrega uma apresentação num assistente de IA, o que viaja é o ficheiro, e não a vista que se tinha no ecrã. Que partes lê cada assistente, e em que pedidos, depende de cada fornecedor e aqui não se garante; certo é que viajam todas no .pptx. O que acontece depois aos dados, quanto tempo ficam e se servem para treino são outras perguntas, a que respondem o guia do ChatGPT e o do Copilot.
O RGPD tem um princípio que resolve a dúvida antes de ela aparecer. No artigo 5.º, n.º 1, alínea c), exige dados «adequados, pertinentes e limitados ao que é necessário relativamente às finalidades para as quais são tratados», e dá a isso o nome de minimização. Para pedir a uma IA que reescreva três diapositivos, as notas de outra reunião e o nome de quem as escreveu não são necessários.
A CNPD também tem apontado para aqui. A 11 de abril de 2025 divulgou um guia do CEPD, o comité que reúne as autoridades europeias, sobre os riscos dos grandes modelos de linguagem, e escreveu que os utilizadores que queiram proteger os seus dados ao usar estes sistemas podem consultar esse documento, que apresenta os riscos mais frequentes e as formas de os minimizar. Tirar da apresentação o que a pergunta não pede sai mais barato do que qualquer outra medida.
Colar texto escolhido à mão é o caminho oposto: vai só o que se selecionou. Numa apresentação de trinta diapositivos dá mais trabalho, e o nome que está no texto visível segue colado na mesma. Serve bem quando a pergunta é sobre dois ou três diapositivos; para o documento inteiro, compensa limpar a cópia.
Copiar o texto pela vista de Destaques
Para quem prefere colar a carregar, o PowerPoint tem uma vista que ajuda. No separador Ver, a vista de Destaques mostra, segundo a Microsoft, apenas o texto dos diapositivos, sem imagens nem outros elementos gráficos. Dali copia-se o texto da apresentação de uma vez, pronto a colar num documento onde se trocam os nomes antes de o levar à IA.
Ficam de fora as notas, os comentários, os gráficos e as propriedades, o que aqui é vantagem. Não ficam de fora os nomes escritos nos próprios diapositivos: o texto copiado tem de ser lido do princípio ao fim antes de seguir.
Quando a IA já está dentro do PowerPoint
Há um caso em que não se carrega nada, porque o assistente já está na aplicação. O Copilot do PowerPoint resume a apresentação aberta e, segundo a Microsoft, junta ao resumo referências que mostram de onde tirou cada informação dentro dela. Trabalha sobre o ficheiro que está à frente, e não sobre uma versão limpa que ainda não existe.
A regra, por isso, é a mesma: o pedido faz-se na cópia já tratada, e não no original. O que a Microsoft faz depois com esses dados é assunto do guia do Copilot.
As notas do orador, o guião que não era para ninguém
As notas são o que o apresentador lê enquanto fala. A Microsoft descreve-as assim: durante a apresentação, ficam visíveis no monitor de quem apresenta e não são visíveis para a audiência. É essa privacidade aparente que as enche de pormenores: o nome da pessoa que fez a pergunta difícil na última reunião, o número direto de quem decide, a razão verdadeira de um atraso.
Numa apresentação de contas anuais, por exemplo, o diapositivo mostra o resultado e as notas explicam de onde veio, com o cliente que não pagou e o valor em dívida. Num gabinete de contabilidade, isso é exatamente o contexto que ajudaria a IA a redigir o comentário, e também o que não pode sair com nome e número.
Uma a uma ou todas de uma vez
Para poucas notas, o caminho é direto. O botão Notas, na barra por baixo do diapositivo, abre o painel; seleciona-se o texto e apaga-se, diapositivo a diapositivo.
Para muitas, há no Inspetor uma linha chamada Notas da Apresentação, que a Microsoft descreve como o texto adicionado à secção Notas. Remover Tudo limpa as notas de todos os diapositivos de uma vez. A mesma página avisa de um limite: o Inspetor não consegue remover imagens adicionadas à secção Notas. Uma captura de ecrã colada ali fica, e tira-se à mão.
Diapositivo a diapositivo. Lê-se o que se apaga, e tiram-se também as imagens coladas.
Todas as notas de uma vez, com Remover Tudo. As imagens nas notas ficam.
Antes de remover, copie para um documento à parte o que as notas têm de útil, reescrito sem nomes. É esse texto, e não as notas originais, que depois se pode dar à IA como contexto.
Notas que não precisam de limpeza
A forma mais simples de não ter de apagar notas é escrevê-las já sem nomes. Nas notas, «ligar à cliente antes de sexta» serve o apresentador tão bem como a versão com nome e telemóvel, que vivem melhor na ficha do cliente do que numa apresentação que vai circular. O mesmo para os valores em dívida e para as histórias de bastidores: o apresentador lembra-se de quem se trata, e o ficheiro não precisa de saber.
É um hábito de equipa, não de uma pessoa. Se só um colega escreve assim, a próxima apresentação que lhe passar pelas mãos traz as notas dos outros.
Se a apresentação seguir em PDF, as notas e os diapositivos ocultos só entram se for escolhido nas Opções da caixa de guardar, mas o PDF traz outras armadilhas, explicadas no guia do PDF.
Comentários, com a assinatura de quem os deixou
Os comentários são a conversa da equipa sobre a apresentação, e escrevem-se como se ninguém de fora os fosse ler. No nosso ficheiro de teste, um dizia para confirmar a morada com a Leonor antes de enviar; o outro, para pedir à Beatriz o email do contabilista. Dois nomes de clientes, dentro de observações que não aparecem na projeção.
Uma por diapositivo, escrita por quem apresenta. Só se vê no painel Notas e na vista do apresentador.
Uma conversa presa ao diapositivo, com resposta. Guarda o texto e, noutra parte do ficheiro, quem o escreveu.
O autor fica numa lista à parte
Ao abrir o ficheiro por dentro, o texto de cada comentário estava numa parte e a identidade do autor noutra: uma lista de autores para os comentários clássicos e outra para os modernos, com nome e iniciais. Apagar a frase de um comentário à mão é diferente de tirar o registo do autor, e só uma segunda leitura o confirma. No Word, cada alteração registada também leva o autor, e tirar as alterações registadas de um .docx tem passos próprios.
Para eliminar um comentário, no painel Comentários, abra o menu dos três pontos da conversa e escolha a opção de eliminar. Para os eliminar todos, a via mais segura é o Inspetor, que tem uma verificação própria, Comentários e Anotações, e que a Microsoft inclui entre as que encontram e removem. No Word, as alterações registadas somam-se aos comentários, e esse caso vem explicado em pormenor no guia do documento Word.
Uma apresentação recebida de fora pede o mesmo cuidado, e com mais razão. A proposta que um fornecedor enviou, ou o documento que outra sociedade preparou para uma reunião conjunta, chega com os comentários e os autores de quem a trabalhou do outro lado. Antes de a pedir resumida a uma IA, esses nomes, que nem sequer são da casa, também têm de sair.
O modelo global de diapositivos e o rodapé
O modelo global de diapositivos é o diapositivo que manda nos outros. A Microsoft explica que, quando é editado, todos os diapositivos baseados nele passam a ter essas alterações. É lá que se põe um logótipo, a palavra Confidencial ou uma linha com o nome de quem preparou o documento, e é por isso que pode ter um nome sem que ninguém o tenha escrito num diapositivo.
No nosso teste, a caixa «Confidencial» com o nome de uma colega estava no modelo global e aparecia em todos os diapositivos. A partir da vista normal não se consegue apagá-la: o texto não pertence a nenhum diapositivo. Abre-se o separador Ver, escolhe-se Modelo Global de Diapositivos, revê-se o modelo, que é a primeira miniatura, e cada esquema por baixo dele. No fim, Fechar Vista do Modelo Global.
Os modelos também viajam entre clientes. Um escritório que fez uma apresentação bonita para um cliente usa-a como base para o seguinte, e o modelo global herda o nome, o logótipo ou a morada do primeiro. Quem trabalha na vista normal vê o resultado em cada diapositivo, mas não o consegue selecionar, e com o tempo deixa de reparar nele.
O rodapé que repete um nome em cada diapositivo
O rodapé é outro texto que se escreve uma vez e se multiplica. Em Inserir, Cabeçalho e Rodapé, no separador Diapositivo, a caixa Rodapé define a linha que aparece em baixo; desmarcá-la e carregar em Aplicar a Todos tira-a de todos. No nosso ficheiro, o «Preparado por» estava nos quatro diapositivos, o oculto incluído.
Numa imobiliária, a apresentação de um imóvel pode levar no rodapé o nome e o contacto do consultor responsável. Para uma IA que só tem de melhorar o texto do anúncio, essa linha não faz falta nenhuma.
Gráficos que trazem um livro de Excel dentro
Um gráfico inserido no PowerPoint tem dados por trás. A Microsoft descreve o processo: ao inserir o gráfico, abre-se uma folha de cálculo onde se substituem os dados de exemplo pelos verdadeiros, e depois, no separador Estrutura do Gráfico, o botão Editar Dados volta a abri-la. O gráfico desenha-se a partir dessa folha.
Na nossa apresentação, essa folha era um livro de Excel inteiro guardado dentro do .pptx, com as suas próprias propriedades e o nome da autora. Tinha também uma coluna que o gráfico não usava, onde estava um cliente com nome e apelidos. Esse livro tem os mesmos esconderijos de qualquer outro, e o guia de como anonimizar dados no Excel mostra como se revê.
Colar o gráfico como imagem
Se a IA só tem de comentar a forma do gráfico, a saída limpa é substituí-lo por uma imagem. Copia-se o gráfico, apaga-se o original e cola-se com Colar Especial, escolhendo uma das opções de imagem. Uma imagem não tem folha por trás: leva as barras e os rótulos que se veem, e mais nada.
Se a IA precisa dos números, abre-se a folha com Editar Dados e apaga-se tudo o que não está no gráfico, a começar pelas colunas que alguém deixou ao lado. O mesmo cuidado vale para tabelas e documentos incorporados, que o Inspetor encontra mas não remove sozinho.
A Microsoft explica porquê: um ficheiro incorporado, como um documento de texto, ou um objeto incorporado, como um gráfico ou uma equação, pode conter dados que não se veem. Uma tabela colada a partir de um livro de Excel como objeto pode levar a folha inteira, e no diapositivo vê-se apenas o recorte. Nesses casos, a imagem volta a ser a saída mais limpa, ou então uma tabela nova, escrita no próprio PowerPoint só com as linhas que interessam.
Fora do diapositivo: objetos escondidos, SmartArt e texto alternativo
Há texto que está no diapositivo sem estar à vista. O Inspetor de Documentos procura dois casos. O primeiro é o conteúdo fora do diapositivo, que a Microsoft descreve como objetos que não estão imediatamente visíveis por se encontrarem fora da área do diapositivo: caixas de texto, tabelas, imagens. O segundo é o conteúdo invisível, formatado para não aparecer.
Os dois nascem de hábitos de trabalho. Alguém arrasta uma caixa de texto para fora da margem para a usar mais tarde, ou esconde um objeto em vez de o apagar, e o objeto continua no ficheiro. Na vista normal, reduzir o zoom mostra o que ficou à volta do diapositivo, e o Inspetor remove as duas coisas com Remover Tudo.
O texto de um SmartArt é texto como outro qualquer, só que guardado de outra maneira. No nosso ficheiro, a frase do diagrama estava em duas partes separadas dos diapositivos, uma com os dados e outra com o desenho já feito. Reveja cada caixa de um SmartArt como reveria um parágrafo, e troque ali também os nomes.
O texto alternativo é a descrição de uma imagem que os leitores de ecrã leem em voz alta. Em apresentações com fotografias de pessoas, pode ter o nome de quem aparece. Com o botão direito sobre a imagem, Ver Texto Alternativo mostra-o e deixa editá-lo. Numa clínica, uma apresentação de casos é o exemplo evidente.
Inspecionar Documento no PowerPoint, item a item
Chega-se ao Inspetor pelo mesmo caminho que no Word ou no Excel: Ficheiro, Informações, Verificar Existência de Problemas, Inspecionar Documento. Marca-se o que se quer procurar e carrega-se em Inspecionar; cada linha com resultados ganha um botão Remover Tudo, e Reinspecionar confirma no fim que nada ficou. Segundo a Microsoft, o ideal é correr tudo sobre um duplicado da apresentação original.
| O que o Inspetor procura | O que faz com isso |
|---|---|
| Comentários e Anotações | Encontra e remove |
| Propriedades do Documento e Informações Pessoais | Encontra e remove |
| Conteúdo invisível no diapositivo | Encontra e remove |
| Conteúdo fora do diapositivo | Encontra e remove |
| Notas da Apresentação | Remove o texto, não as imagens |
| Ficheiros e objetos incorporados, macros | Encontra, mas não remove sozinho |
| Diapositivos ocultos | Não estão na lista publicada |
Lista tirada da ajuda da Microsoft em português europeu sobre o Inspetor.
Falta na tabela o que mais conta: o texto à vista não é assunto do Inspetor. Um nome no título do segundo diapositivo continua lá depois da inspeção, letra por letra, e daí o Inspetor ser o sétimo passo da lista e não o primeiro. Para as propriedades do ficheiro, o guia dos metadados vai ao pormenor; os caminhos descritos aqui são os do PowerPoint para Windows.
O Nonimo e o PowerPoint: o texto dos diapositivos e das notas
O Nonimo existe para isto: trocar os nomes no texto que se vê. Selecione a apresentação (no Mac, pelo Finder; no Windows, pelo Explorador de Ficheiros) e prima a tecla do Nonimo: vai para a área de transferência o texto dos diapositivos, incluindo os ocultos, e o das notas do orador, já tapado, para levar ao assistente. Se largar a apresentação na janela da app, vê o texto tapado e pode descarregar uma cópia tapada no mesmo formato; no Mac, a janela para a guardar abre na pasta do original. Quando se cola a resposta de volta, os nomes regressam.
Como a troca se desfaz, o nome certo é pseudonimização. A nossa apresentação de exemplo, passada pelo Nonimo:
| Onde | No ficheiro | Na área de transferência |
|---|---|---|
| Diapositivo 1 | Cliente: Leonor Barros Quintela | Cliente: [PESSOA_1] |
| Diapositivo 1 | Email: leonor.quintela@example.com | Email: [E-MAIL_1] |
| Tabela, 1.ª linha | Duarte Meireles Sampaio · 012 345 675 · sócio | [PESSOA_2] · [CAMPO_FICHA_1] · sócio |
| Tabela, 2.ª linha | Beatriz Coutinho Rego · beatriz.rego@example.org · gerente | [PESSOA_3] · [E-MAIL_2] · gerente |
| Diapositivo oculto | Nome: Mafalda Pinto Correia | Nome: [PESSOA_4] |
| Diapositivo oculto | Email: mafalda.correia@example.net | Email: [E-MAIL_3] |
| Notas do orador | Contacto: Vasco Teixeira Moura, telemóvel 000 000 000 | Contacto: [CAMPO_FICHA_2] |
Linhas com dados, tal como o Nonimo as devolveu. No texto que se cola vêm também os títulos, as células da tabela separadas por tabulações e as notas no fim.
Um .ppt antigo guarda-se primeiro como .pptx. Os dados do cliente não saem do seu computador; o detalhe está em Segurança.
Fontes
Todas consultadas no dia 28-set-2026.
- Microsoft Support, Remover dados ocultos e informações pessoais através da inspeção de documentos, apresentações ou livros. As verificações do Inspetor numa apresentação (Comentários e Anotações, Propriedades do Documento e Informações Pessoais, Conteúdo invisível no diapositivo, Conteúdo fora do diapositivo, Notas da Apresentação); as imagens nas notas que não remove; os ficheiros e objetos incorporados e as macros que deteta sem remover; os objetos incorporados que podem conter dados que não se veem; o conselho de trabalhar sobre um duplicado.
- Microsoft Support, Remover informações pessoais da sua apresentação. Os passos Inspecionar, Remover Todos e Reinspecionar no PowerPoint.
- Microsoft Support, Mostrar ou ocultar um diapositivo. O diapositivo oculto permanece no ficheiro; o número riscado na miniatura; Ocultar Diapositivo e Mostrar Diapositivo.
- Microsoft Support, Adicionar notas de orador aos seus diapositivos. As notas visíveis no monitor de quem apresenta e não para a audiência; o botão Notas.
- Microsoft Support, O que é um modelo global de diapositivos no PowerPoint? e Personalizar um modelo global de diapositivos. As alterações ao modelo passam a todos os diapositivos; separador Ver, Modelo Global de Diapositivos, Fechar Vista do Modelo Global.
- Microsoft Support, Inserir ou alterar os números de diapositivos, a data ou o rodapé dos diapositivos no ecrã no PowerPoint. Inserir, Cabeçalho e Rodapé, separador Diapositivo, caixa Rodapé, Aplicar a Todos.
- Microsoft Support, Utilizar gráficos na sua apresentação e Alterar os dados num gráfico existente. A folha de cálculo que se abre ao inserir um gráfico; Estrutura do Gráfico, Dados, Editar Dados.
- Microsoft Support, Escolher a vista adequada para a tarefa no PowerPoint. A vista de Destaques apresenta apenas o texto dos diapositivos, sem imagens nem outros elementos gráficos.
- Microsoft Support, Resuma a sua apresentação com o Copilot no PowerPoint. O resumo da apresentação aberta, com referências que mostram de onde o Copilot tirou a informação.
- Microsoft Support, Guardar apresentações do PowerPoint como ficheiros PDF. As Opções que incluem diapositivos ocultos e outras vistas; as funcionalidades que o PowerPoint para Mac não tem.
- Microsoft Support, Tudo o que precisa de saber para escrever texto alternativo eficaz. O texto alternativo lido em voz alta pelos leitores de ecrã; Ver Texto Alternativo.
- CNPD, Guia do Comité Europeu apresenta metodologia para gerir riscos de privacidade em sistemas de IA. Notícia de 11 de abril de 2025 sobre o documento do CEPD relativo aos grandes modelos de linguagem, e a indicação aos utilizadores.
- Regulamento (UE) 2016/679, RGPD. Artigo 5.º, n.º 1, alínea c), minimização dos dados.
- Apresentações de teste próprias. Ficheiros .pptx com dados inventados, gerados no dia 28-set-2026 por um programa em Python com a estrutura interna de um ficheiro do PowerPoint, e não guardados no próprio PowerPoint; as partes lidas com outro programa, e o resultado do Nonimo medido com a aplicação.
Perguntas frequentes
Como eliminar notas do PowerPoint antes de usar a apresentação numa IA?
Numa cópia da apresentação, abra Ficheiro, Informações, Verificar Existência de Problemas e Inspecionar Documento, deixe marcada a linha Notas da Apresentação e carregue em Remover Tudo. Para poucas notas, basta abrir o painel Notas e apagar o texto diapositivo a diapositivo. Leia-as antes: às vezes o argumento está ali, e reescreve-se sem nomes. Imagens coladas nas notas o Inspetor não as remove.
Um diapositivo oculto continua dentro do ficheiro?
Continua. A Microsoft escreve que um diapositivo oculto permanece no ficheiro e só deixa de aparecer na Apresentação de Diapositivos. No nosso ficheiro de teste, o oculto era uma parte como as outras, com uma única marca a mais. Para o encontrar, procure na coluna das miniaturas o número riscado; depois mostre-o, leia-o e elimine-o se não fizer falta.
O Inspetor de Documentos apaga os comentários e o nome de quem os fez?
Tem uma verificação chamada Comentários e Anotações, e a Microsoft põe-na entre as que o Inspetor encontra e remove. No ficheiro, porém, o que o comentário diz e quem o assinou ficam guardados em partes diferentes. Depois de remover, confirme com uma segunda inspeção e, se precisar de certeza, abra a cópia como ZIP e procure o nome.
Um gráfico do PowerPoint leva os dados do Excel consigo?
Um gráfico criado no PowerPoint guarda uma folha de cálculo própria, a que se abre com Editar Dados. No nosso teste, essa folha era um livro de Excel completo dentro da apresentação, com uma coluna que o gráfico não desenhava e o nome da autora nas propriedades. Se à IA basta ver o gráfico, cole-o como imagem; se precisa dos números, limpe a folha primeiro.
Guardar a apresentação como PDF deixa as notas de fora?
Por omissão, o PowerPoint para Windows publica os diapositivos. As notas e os diapositivos ocultos só entram no PDF se o escolher nas Opções da caixa de guardar, e a Microsoft avisa que no Mac essas opções não existem. Um PDF traz, no entanto, os seus próprios riscos, como o texto que fica por baixo de um retângulo preto, e convém lê-lo antes de o enviar.
Porque é que o modelo global de diapositivos pode ter um nome?
Porque é o sítio onde se põe o que deve aparecer em todos os diapositivos: um logótipo, a palavra Confidencial, às vezes o nome de quem preparou o documento ou do cliente a quem se destina. Esse texto não se edita a partir de um diapositivo normal. Abre-se no separador Ver, em Modelo Global de Diapositivos, e revê-se o modelo e cada esquema.
Colar o texto dos diapositivos no chat protege mais do que carregar o .pptx?
Costuma ser mais contido, porque vai só o texto que se selecionou: ficam de fora as notas, os comentários, a folha dos gráficos e as propriedades. O risco muda de sítio: o nome que estava no texto visível segue colado, e numa apresentação longa é fácil esquecer um diapositivo. Em qualquer dos caminhos, o que decide é o que fica escrito antes de sair do escritório.
Com o Nonimo, o que se leva de uma apresentação do PowerPoint?
Sai o texto dos diapositivos, incluindo os ocultos, e o das notas do orador, com os dados já tapados: com o ficheiro selecionado no Finder ou no Explorador de Ficheiros, carrega-se na tecla do Nonimo e cola-se o resultado na IA. Se largar a apresentação na janela do Nonimo, pode também descarregar uma cópia tapada, que continua a ser um PowerPoint. Quando a resposta volta a ser colada, os dados reais regressam. Um .ppt antigo tem de ser guardado antes como .pptx.